20 maio 2008
15 maio 2008
14 maio 2008
Donna Tabor
Hoje comecei com o projectinho de danca nas escuelas. Na manha foram 15 meninos e meninas e agora a tarde roda o turno. Foi num terreiro exterior, ao sol, empedrado ideal para o esfolar e partilhado com os animais da clinica, que demos os primeiros passitos. O mais especial? Os olhares despertos e atentos a quem tenta falar como eles, a imitacao imediata e claramente mais facil de cada gesto ou movimento novo, o aproximar mais e mais sempre que possivel, e o tocar, e lindo foram os sorrisos enquanto conseguiam dar os primeiros passos, e ainda mais quando dancaram a musica mais deles. E meninos em qualquer parte. Interrompem, distraem-se, metem-se uns com os outros, enervam, e soltam aquele sorriso de menino e ai nos encontramos. E eu gosto tanto. Os professores sao jovens, antigos alunos deste projecto, e brincam e apoiam e corrigem e reconhecem e agradecem e reforcam e saudam com um alegre até logo.
Só cá vou estar por mais 3 semanas, sim, uma já la vai! O meu horário de voluntariado reparte-se por 3 escolas nos 4 dias da semana. Sexta-feira livre para viagens por aqui. Xi
Laguna de Apoyo - Cratera do Vulcao
O fim de semana fez muitos locais “virem à praia”, e entao conheci a Francini, este sorriso pequenino que me pediu que a levasse comigo numa volta de kayke, e entao passeamos pelos contornos da “laguna”, passando por outras hospedagens, pela praia publica, por familias em piquenique, pelos jardins das casas, pelas camas de rede, pelas falésias de verde, por barcos de pescadores, por pássaros multicolores, por jangadas tipo solário. A Mae da Francini é professora em Manágua e convidou-me muito para a ir ajudar na sua escuela, tem 35 alunos e toda a familia é evangélica...
o marido é pastor, entre outras coisas que me contou mas eu percebo pouco disto e o que é certo é que apesar de nao ter fixado grande coisa, o sorriso amável e a sincera procura de apoio ficaram. Quando regressei a casa, domingo, a Finn, veterinária que vive na mesma casa, estava completamente doente. Doente mesmo.
Liguei para a Carla, uma nicaraguense que conhecemos na noite de sexta feira, bailando no “Caffé Nuit”, e ela passou-me o numero de uma amiga Médica. Magali, chama-se, chega de mota, gordita, e com um sorriso espectacular . Tem tratado da Finn todas as noites e à frescura de umas cervejinhas temos tido uns seroes tao bons!
E assim vao crescendo as relacoes com a gente do aqui.
10 maio 2008
De bom fim de semana
Abraco gente boa, um bom fim de semana e guardem o meu novo numero!
De surpresa tambem vos ligo! Xi Nica
Por Granada
Chama-se Donna Tabor, é a responsavel pelo “building new hope” e esta em viagem até amanha, sabado, e entao foi a mesma que me sugeriu que aguardasse para conhecer e planear as sessoes com os “Chicos” e que entretanto me divertisse e aproveitasse ao máximo. E é nestas andancas que me encontro nos primeiros dias da minha passagem por Granada, enquanto vou juntando vontade e mais vontade de trabalhar com esta gente.
Granada é uma cidade colorida, a bicicleta e os cavalos sao o meio de transporte mais comum, o sol brilha a toda a hora e em cada esquina se pode escutar a musiquinha caribenha. O vulcao e o lago sao os pontos cardiais que temos sempre.
A praca central e o espaco com mais sombra da cidade, e la onde se petiscam as especiarias locais e onde o povo passa a maior parte do dia. As Igrejas... Guadaloupe, Catedral, S. Francisco, La merced e Xalteva. Quase uma linha recta que traca a cidade e nos leva ao forte da polvora. Desde uma das suas torres foi onde vi o primeiro bairro ca da terra, mas ao que sei sao tantos e tantos.
Nicaragua esta “agorita” a passar por uma crise nacional, chamam-lhe “o paro”. Todos os transportistas estao de greve, os bus, os taxis, os barcos, todos. Reclamam os mais que desumanos precos dos combustiveis, com eles todo o povo contra eles o governo. Entao vou deixar as descobertas de km para mais a frente, tranquila!
A cidade tem museus, tem cinema, tem cemiterio, tem associacoes culturais super interessantes, tem tantos e tanos voluntarios a trabalhar em projectos distintos, tem pastelarias deliciosas, tem gajos gatos ao meu lado na net , tem esplanadas e cerveja de litro a 1 dolar, tem frutas sucolentas a toda a hora, tem camas de rede e milhoes de patios oasis, tem gente de todas as cores e sabores, tem policia tambem azul,...e tem!
09 maio 2008
.... primeiro testamento??
Nicaragua, quase meio dia, ai oito da noite em adianto, um calor de derreter, uma preguica feliz de tanta surpresa compactada, uma montanha de palavras e prontas a entrar em erupcao, mais uma vez um teclado sem acentos nem cedilhas e vasto empenado, poucas e ainda indisponiveis fotografias, problabilidade de erros ortograficos e texto nada de especial, mesmo assim segue!
Fiz viagem quase directa desde o nosso Porto a Sao Jose (costa rica), com tempo de andar apressadita entre a micro cidade aeroporto de Madrid. Foram 2 mais 12 horas, sem dormir mas bem instalada e bem disposta, apesar de o tempo ter-se esticado como catano. Cheguei a Costa Rica eram 4 da tarde, tive 3 horas ate o seguinte voo e entao foi quando pela primeira vez pisei solo centro-americano. Fui, depois de pasmar plantada num banco a saida do aeroporto e ja a apanhar o ar deles, com um taxista (Miguel) que me deu boleia ate um bar a 2 km do aeroporto. Nao estavam mais que os tres empregados, ou donos, no lo se, mas deu-me a impressao de ter entrado num texas, musica essa do caribe, mas escuro apesar de aberto e arejado, com mesas e cadeiras de madeira escura e altas (tipo balcao), mas fresco e vivo. A Imperial foi a cerveja que me recebeu, sugeriram-me uns burritos, e foi com a gente desde bar “terrano” acho que era o nome, que passei praticamente o pouco mas precioso tempo que pisei na costra rica.
Era o segundo aviao “chiquitito” em que viajara, o primeiro tinha sido nessa manha, porto-madrid, num aviao quase to tamanho da nossa caravana, e nao tanto mas igualmente tranquilo. Sao José - Managua fiz a dormir, completamente, nem esperei levantar voo. Cheguei a Nicaragua as 9 da noite, “Rita santos” ouviu-se entre os balcoes das “aduanas” , e eu sorri “soi yo”. Entrei no Paxeo (mini bus de transfer ate Granada) e tinha tres bancos corridos so para mim, e nem dei tempo para a conversa normal do turista que chega, apresentei-me e perguntei se podia dormir, a viagem era de uma hora, e nem um segundo dessa hora estive completamente acordada. Muito pontualmente levantava os olhos a custo e la via as ruas coloridas, espacosas, limpas. La fora calor, escuro, mas nada “isquijhito”. Gostava, e voltava a cair pesada. Cheguei!
Santa Lucia Social Club, guesthouse para voluntarios, azul, patio com jardim interior a sucumbir de palmeiras e mangueiras, azulejo chao que apetece deslizar e dancar mt, e o Alan e o John fazendo as hospitabidades deitados nas camas de rede e tentanto hablar espanhol. Sao voluntarios, um britanico outro norte americano, mas contentes por me receberem em espanhol. E eu tonta mas a sorrir. Partilho meu quarto com a Mea que tambem chegara naquele dia, outra voluntaria recem formada e “cenourinha”. O meu quarto e azul, faz-me lembrar as casas do algarve, os patios de marrocos, tem janelas e varanda com gradeamentos bonitos, sem vidros, com a ventoinha milagrosa que ja me fazia saudades, casa de banho simples e toda aberta, gira, agua fria (pa nao variar), tecto e portas em madeira bonita, e a primeira impressao pareceu-me pequeno. Mas no primeiro acordar, 5 da manha, mudei o meu miseravel colchao do beliche para o chao e mais uns promenores do “querido mudei a casa e voila, 5 estrelas, aqui vou ser feliz!”
Vai-me custar 150 dolares todo o mes, conheci a Lilly , a dona, uma estrangeira de meia idade toda colorida e despachada, e com um sorriso caloroso e com brilho no olho cada vez que conversa com um NICA. Na entrada da sua casa tem uma loja ainda mais colorida, e passando patios e mais patios, interiores e exteriores, com plantas cheias e candelabros de simples mas super bom gosto, aparece o espaco piscina que nos tambem podemos utilizar, e eu ja la “viajei” uns tao bons momentos... ontem as nove da noite, e hoje as oito da manha, quando ensopada procurei, sem sucesso, abrir a torneira para mergulhar. Aqui tambem falha a agua, tambem falha a luz, mas ainda nao vi escuro.
Aqui ja sao quase uma da tarde, acho que logo vos conto mais.
Sobre estas ruas, sobre o parque central , sobre as igrejas coloridas, sobre os bancos que nao trocam dinheiro e logo os “cambistas” de rua , sobre a música de toda a hora, sobre as comidas do povo servidas nas folhas das bananeiras, sobre as propostas de trabalho, sobre outro tipo de propostas J, sobre o mercado e o que ha para ver e bla bla bla.
Gente!!! Aquí faz um calor tao bom!
Xi coracao e dobro deste calor pa voces todos,
Pura Vida!
Fiz viagem quase directa desde o nosso Porto a Sao Jose (costa rica), com tempo de andar apressadita entre a micro cidade aeroporto de Madrid. Foram 2 mais 12 horas, sem dormir mas bem instalada e bem disposta, apesar de o tempo ter-se esticado como catano. Cheguei a Costa Rica eram 4 da tarde, tive 3 horas ate o seguinte voo e entao foi quando pela primeira vez pisei solo centro-americano. Fui, depois de pasmar plantada num banco a saida do aeroporto e ja a apanhar o ar deles, com um taxista (Miguel) que me deu boleia ate um bar a 2 km do aeroporto. Nao estavam mais que os tres empregados, ou donos, no lo se, mas deu-me a impressao de ter entrado num texas, musica essa do caribe, mas escuro apesar de aberto e arejado, com mesas e cadeiras de madeira escura e altas (tipo balcao), mas fresco e vivo. A Imperial foi a cerveja que me recebeu, sugeriram-me uns burritos, e foi com a gente desde bar “terrano” acho que era o nome, que passei praticamente o pouco mas precioso tempo que pisei na costra rica.
Era o segundo aviao “chiquitito” em que viajara, o primeiro tinha sido nessa manha, porto-madrid, num aviao quase to tamanho da nossa caravana, e nao tanto mas igualmente tranquilo. Sao José - Managua fiz a dormir, completamente, nem esperei levantar voo. Cheguei a Nicaragua as 9 da noite, “Rita santos” ouviu-se entre os balcoes das “aduanas” , e eu sorri “soi yo”. Entrei no Paxeo (mini bus de transfer ate Granada) e tinha tres bancos corridos so para mim, e nem dei tempo para a conversa normal do turista que chega, apresentei-me e perguntei se podia dormir, a viagem era de uma hora, e nem um segundo dessa hora estive completamente acordada. Muito pontualmente levantava os olhos a custo e la via as ruas coloridas, espacosas, limpas. La fora calor, escuro, mas nada “isquijhito”. Gostava, e voltava a cair pesada. Cheguei!
Santa Lucia Social Club, guesthouse para voluntarios, azul, patio com jardim interior a sucumbir de palmeiras e mangueiras, azulejo chao que apetece deslizar e dancar mt, e o Alan e o John fazendo as hospitabidades deitados nas camas de rede e tentanto hablar espanhol. Sao voluntarios, um britanico outro norte americano, mas contentes por me receberem em espanhol. E eu tonta mas a sorrir. Partilho meu quarto com a Mea que tambem chegara naquele dia, outra voluntaria recem formada e “cenourinha”. O meu quarto e azul, faz-me lembrar as casas do algarve, os patios de marrocos, tem janelas e varanda com gradeamentos bonitos, sem vidros, com a ventoinha milagrosa que ja me fazia saudades, casa de banho simples e toda aberta, gira, agua fria (pa nao variar), tecto e portas em madeira bonita, e a primeira impressao pareceu-me pequeno. Mas no primeiro acordar, 5 da manha, mudei o meu miseravel colchao do beliche para o chao e mais uns promenores do “querido mudei a casa e voila, 5 estrelas, aqui vou ser feliz!”
Vai-me custar 150 dolares todo o mes, conheci a Lilly , a dona, uma estrangeira de meia idade toda colorida e despachada, e com um sorriso caloroso e com brilho no olho cada vez que conversa com um NICA. Na entrada da sua casa tem uma loja ainda mais colorida, e passando patios e mais patios, interiores e exteriores, com plantas cheias e candelabros de simples mas super bom gosto, aparece o espaco piscina que nos tambem podemos utilizar, e eu ja la “viajei” uns tao bons momentos... ontem as nove da noite, e hoje as oito da manha, quando ensopada procurei, sem sucesso, abrir a torneira para mergulhar. Aqui tambem falha a agua, tambem falha a luz, mas ainda nao vi escuro.
Aqui ja sao quase uma da tarde, acho que logo vos conto mais.
Sobre estas ruas, sobre o parque central , sobre as igrejas coloridas, sobre os bancos que nao trocam dinheiro e logo os “cambistas” de rua , sobre a música de toda a hora, sobre as comidas do povo servidas nas folhas das bananeiras, sobre as propostas de trabalho, sobre outro tipo de propostas J, sobre o mercado e o que ha para ver e bla bla bla.
Gente!!! Aquí faz um calor tao bom!
Xi coracao e dobro deste calor pa voces todos,
Pura Vida!
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